2011-08-17 14:27:58

JMJ: Madrid lembrou cristãos perseguidos nos países em que são minoria


(17/8/2011) Dezenas de milhares de jovens deram início esta terça feira à 26ª edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Madrid, debaixo de intenso calor, numa missa em que foram recordados os cristãos perseguidos nos países em que são minoria.
Na celebração, presidida pelo cardeal Rouco Varela, arcebispo local, na emblemática Praça de Cibeles e dedicada à memória do beato João Paulo II (1920-2005), criador do maior evento juvenil da Igreja Católica, os participantes ouviram rezar em árabe e hebraico, francês, alemão e japonês, recordando as vítimas de abusos, da guerra e dos abortos.
D. Antonio Rouco Varela, deu as boas-vindas aos participantes oriundos de outros países (são esperados um milhão de jovens de 139 países), pedindo-lhes que se sintam “em casa” durante a JMJ, que decorre até domingo, tendo como resposta uma salva de palmas dos presentes, gesto que se viria a repetir várias vezes durante a celebração.
Este responsável lembrou João Paulo II e o que considerou o “novo período histórico da relação” do Papa com a juventude, uma relação “direta, imediata, de coração a coração”.
O cardeal espanhol disse, no entanto, que os jovens presentes em Madrid são a “geração Bento XVI”, com outros “problemas e circunstâncias” de vida, como a “globalização, as novas tecnologias da comunicação, a crise económica”.
“A juventude do século XXI precisa, tanto ou mais do que as gerações precedentes, de encontrar o Senhor pela única via que se demonstrou espiritualmente eficaz: a do peregrino humilde e simples que procura o seu rosto”, apontou.
A missa foi concelebrada por 400 cardeais, arcebispos e bispos de todo o mundo, para além de cerca de 8 mil padres.
O arcebispo de Madrid, anfitrião da JMJ pela segunda vez (a primeira fora em Santiago de Compostela, 1989), afirmou que “a personalidade histórica da Espanha” se forjou “com rasgos inconfundíveis em volta da visão cristã do homem e da vida, desde os próprios alvores da sua história”.
O responsável do Vaticano pelo acompanhamento das JMJ, cardeal Stanisław Ryłko, deixou uma saudação aos participantes, que convidou a reconhecer a “fé” como um “fator decisivo na vida de cada homem”.
“Se Deus existe ou não, tudo muda. A fé é a raiz que nos alimenta coma seiva vital da Palavra de Deus e dos sacramentos, é o fundamento, a rocha sobre a qual se pode construir a vida, a bússola segura que guia as nossas decisões e dá à nossa vida a orientação decisiva”, afirmou o presidente do Conselho Pontifício para os Leigos.
O cardeal também foi saudado com palmas quando afirmou que estes dias da JMJ vão "dizer em voz alta a esta Europa, que está a dar sinais de profunda desorientação, que sim, a fé é possível".
No final da missa, cinco jovens - um de cada continente - receberam uma medalha da Virgen de la Almudena, padroeira de Madrid.
Um canto em polaco, dedicado a João Paulo II, e o refrão «Jesus Christ, you are my life», espécie de hino oficioso das JMJ, encerraram a celebração e deixaram a multidão em festa.








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