2006-10-28 11:10:23

BENTO XVI SE ENCONTRA COM AS "COMUNHÕES DO MUNDO CRISTÃO"


Cidade do Vaticano, 27 out (RV) - Diálogo e espírito de fraternidade traçam o caminho que pode levar os cristãos à meta da unidade de todo o corpo eclesial. Diante de católicos, luteranos, anglicanos e batistas _ participantes da Conferência das "Comunhões do mundo cristão" (Christian World Communions) _, Bento XVI tratou o tema do diálogo ecumênico e a sua importância no confronto respeitoso por cada tradição confessional.

A convicção é mais forte que os obstáculos, o Espírito, mais forte que as divergências. O papa reconhece que o caminho do diálogo precisa desses dotes para buscar o objetivo da "plena e visível" unidade dos cristãos.

Foi este o pensamento central de uma reflexão apresentada pelo pontífice, esta manhã na Sala dos Papas, lugar da audiência concedida às 'Comunhões do mundo cristão' (Christian World Communions), organismo que organiza encontros periódicos, particularmente de tipo teológico, entre anglicanos, luteranos, batistas e católicos. A parte católica esteve representada pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Durante dez anos _ observou Bento XVI _, a Conferência das 'Comunhões do mundo cristão' "ofereceu um fórum para frutuosos contatos entre as várias comunidades eclesiais". Foram encontros que permitiram construir uma "confiança recíproca" indispensável para difundir "a riqueza das diversas tradições cristãs" e para "servir ao chamado comum ao apostolado". Todavia o problema de fundo permanece, afirmou o papa.

"Aqueles que professam que Jesus Cristo é o Senhor se encontram tragicamente divididos e por isso não podem sempre oferecer um coerente testemunho comum. É aí que está a enorme responsabilidade para todos nós."

O título da Conferência que está ocupando nestes dias os delegados das 'Comunhões do mundo cristão' é particularmente evocativo: "Visões de unidade cristã". O Papa reconheceu que os diálogos teológicos realizados até agora foram caracterizados pela vontade de querer "andar para além das coisas que dividem".

"Não devemos perder de vista o objetivo final, isto é, a plena e visível comunhão em Cristo e na Igreja. Podemos desencorajar-nos quando o progresso é lento _ admitiu o papa _, mas o que está em jogo é muito significativo para voltar atrás."

"Pelo contrário _ concluiu _, existem bons motivos para proceder firmemente", segundo quanto escreveu JPII na encíclica 'Ut Unum Sint': a unidade da Igreja passa pela "redescoberta da fraternidade e da maior solidariedade a serviço da humanidade." (RL)







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