Taizé recorda ex-secretário de João XXIII, Cardeal Loris Capovilla


Roma (RV) - O prior da Comunidade ecumênica de Taizé, Frei Alois, recorda o Cardeal Loris Francesco Capovilla, falecido esta quinta-feira (26/05) aos 100 anos de idade. Era o purpurado mais idoso do Sacro colégio cardinalício.

Em outubro passado, diz Frei Alois, estava em Sotto il Monte – terra natal de João XXIII, província italiana de Bergamo – para um encontro com os jovens. Celebramos o centenário do amado Cardeal Capovilla, agradecendo a Deus pela sua longa vida de fidelidade e de coragem e pelo grande apoio que foi para o Papa João XXIII.

“Pude expressar ao cardeal tudo aquilo que devíamos a este Santo Pontífice: aquilo que vivemos em Taizé como comunidade ecumênica seria impensável sem João XXIII e o Concílio Vaticano II”, afirma Frei Alois numa declaração.

“Toda vez que tivemos a oportunidade de encontrar Dom Capovilla, quis recordar a confiança que o Papa João tinha em Frei Roger, o fundador da nossa comunidade”, acrescenta.

O cardeal disse uma vez, durante um encontro de jovens, as comoventes palavras:

“Desde o primeiro encontro com o irmão Roger, onze dias após a eleição ao papado, João XXIII acolheu-o de braços abertos, e ele perguntou-lhe: Santo Padre, por que confiais em nós? Ao que respondeu: tendes olhos inocentes”.

“Após a morte de João XXIII, Loris Capovilla permaneceu sempre muito próximo de nós, seu falecimento deixa nossos corações profundamente consternados, porque para a nossa comunidade é o fim de quase sessenta anos de amizade”, conclui Frei Alois.

Dom Capovilla foi o custódio da memória de Angelo Giuseppe Roncalli (João XXIII), a quem serviu como discreto e fiel secretário particular durante dez anos, primeiro durante o patriarcado de Roncalli em Veneza (1953-1958), e depois durante o Pontificado (1958-1963).

Aos 98 anos, Dom Capovilla foi criado cardeal pelo Papa Francisco no Consistório de 22 de fevereiro de 2014, uma circunstância por ele acolhida sobretudo como um reconhecimento ao Papa João XXIII e um gesto da bondade e amabilidade do próprio Papa Francisco, “que olhou para um sacerdote ancião e quis honrar em mim todos os sacerdotes mais humildes, que serviram no silêncio”, disse o purpurado em entrevista à Rádio Vaticano, por ocasião de sua criação cardinalícia. (RL)








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