2010-05-08 12:52:09

Um mundo livre de armas nucleares: o apelo do Arcebispo Celestino MIgliore na ONU


É necessário trabalhar com urgência "por um mundo livre das armas nucleares" se quisermos "garantir a sobrevivência da humanidade". Foi o que disse quinta-feira, o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Celestino Migliore, intervindo na Conferência deste organismo internacional sobre a revisão do Tratado de não-proliferação das armas nucleares (Tnp), que decorre na sede da ONU, em Nova Iorque.
O facto que existem tais artefactos – disse o Arcebispo – encoraja a sua proliferação criando "o risco permanente de que o material nuclear produzido para uso pacífico da energia seja transformado em armamentos".
"Essas armas – acrescentou – continuam a existir em enormes quantidades", algumas delas prontas para serem usadas; a sua finalidade não é "somente a dissuasão", de facto, encontram-se "radicadas nas doutrinas militares das grandes potências" com a consequência que "o perigo da proliferação aumentou", no tempo em que "a ameaça do terrorismo nuclear se tornou real".
Dom Migliore pediu às potências nucleares o respeito pelos vários Tratados sobre a questão: é necessário manter as promessas, e desde já.
O representante da Santa Sé pediu ainda que não se confie em tais artefactos "como meio de segurança e de defesa ou como indicação de potência". O prelado acrescentou ser um dado adquirido que nenhuma força no mundo será capaz de proteger as populações civis da explosão de bombas nucleares, que poderiam causar milhões de mortes imediatas.
"A Santa Sé – prosseguiu – defende com veemência um desarmamento nuclear transparente, verificável, global e irreversível", pede a entrada em vigor do Tratado de proibição total dos testes nucleares, e a elaboração imediata de um Tratado de eliminação da produção do material físsil , "questão de responsabilidade" que "não deve ser ulteriormente protelada".
Em seguida, Dom Migliore recordou o apelo lançado pelo Papa na audiência geral de quarta-feira:
"A paz – afirmou Bento XVI – repousa na confiança e no respeito pelas obrigações assumidas, e não somente no equilíbrio das forças. Com esse espírito, encorajo as iniciativas que perseguem um progressivo desarmamento e a criação de zonas livres das armas nucleares, na perspectiva de sua completa eliminação do Planeta."
O Papa concluiu o seu apelo exortando "todos os participantes da reunião de Nova Iorque a superarem os condicionamentos da história e a tecerem pacientemente a trama política e económica da paz, para ajudar o desenvolvimento humano integral e as autênticas aspirações dos Povos".








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