2008-09-20 16:38:41

O Papa enaltece mosteiros beneditinos, lugares de encontro com Cristo; elogia a competente obra cultural e de formação sobretudo aos jovens, e a especial especial hospitalidade desta ordem religiosa. Mas, convida-os atambém o sentido de equilibro em tudo e a propor eventuais novas formas de evangelização. O Papa convidou-os também a não se desencorajarem perante a falta de vocações, conscientes de que o essencial não é o sucesso, mas a fidelidade a Cristo e à propria vocação e missão. Foi no discurso aos abades e abadessas participantes no Congresso Internacional da Ordem.


Bento XVI recebeu também hoje no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo os participantes no Congresso Internacional de todos os abades e abadessas da Confederação dos Beneditinos e dos Superiores dos Priorados independentes.
Realizado de quatro em quatro anos, o Congresso tem o objectivo de reflectir sobre a forma de encarnar o carisma beneditino no actual contexto social e cultural mundial e responder aos desafios dos novos tempos à luz do Evangelho.
Num mundo dessacralizado, marcado pela cultura do vazio e da “falta de sentido”, os beneditinos são chamados a anunciar sem compromissos o primado de Deus – disse-lhes o Papa – encorajando-os a avançar propostas de eventuais novos percursos de evangelização.
Enaltecendo depois os mosteiros beneditinos como lugares de encontro com a pessoa de Cristo, aonde homens e mulheres acorrem à procura de Deus e para aprender a reconhecer os sinais da presença de Cristo, da sua caridade e da sua misericórdia, o Papa pediu aos beneditinos para não se cansarem de partilhar, com quantos se dirigem a eles com solicitude espiritual, a riqueza da mensagem evangélica.
Pediu-lhes igualmente para continuarem a dar o seu precioso contributo para a santificação do Povo de Deus, na linha do peculiar carisma de São Benedito de Norcia.
Bento XVI salientou ainda a generosa e competente obra cultural e formativa que os beneditinos, fazem sobretudo em relação às novas gerações e recomendou-lhe que continuem com renovado ardor apostólico a atenção pelos jovens, futuro da Igreja e da humanidade. Para construir uma Europa nova - disse - é preciso recomeçar dos jovens, dando-lhes a possibilidade de se aproximar intimamente das riquezas espirituais da liturgia, da meditação, da lição divina.
Mas, não é só a Europa que precisa desta nova acção pastoral – continuou Bento XVI. É toda a família humana que precisa dela, especialmente a Ásia e a África, onde há necessidade de espaços vitais de encontro com o Senhor. Os beneditinos foram, portanto, convidados, pelo Papa, a se deixarem guiar pelo intimo desejo de servir o homem na caridade, sem distinção de raça ou de religião, onde quer que os Senhor os chame anunciar a sua palavra.

O Papa recordou ainda a célebre hospitalidade beneditina, que faz parte da sua peculiar vocação e que é uma experiência plenamente espiritual, humana e cultural. Mas recomendou-lhes aqui também equilíbrio. Abrir as portas sim, mas como tempos e modos de acolhimento bem proporcionados, por forma a dar aos hóspedes a possibilidade de aprofundar o sentido da existência no horizonte infinito da esperança cristã. Uma comunidade de autentica vida fraterna constitui - recordou o Papa - o melhor impulso, sobretudo nos jovens, para a vocação monástica, e, de forma geral, para um fecundo caminho de fé.
Dirigindo-se de modo particular às representantes das monjas e religiosas beneditinas, o Papa frisou que também elas sofrem a falta de vocações, sobretudo nalguns países. E aconselhou-as a não se desencorajem, mas a enfrentarem a situação com serenidade e sabedoria, conscientes de que o que lhes é pedido não é tanto o sucesso quanto o empenho na fidelidade. O que se deve absolutamente evitar é a falta de adesão espiritual ao Senhor e à própria vocação e missão – recomendou-lhes Bento XVI - convidando-as a estarem totalmente disponíveis à vontade do Senhor, como fez Nossa Senhora.







All the contents on this site are copyrighted ©.