2006-09-02 16:36:44

O nascimento da UNIFIL II com o inicio das operações de desembarque do contingente italiano no porto libanês de Tiro. No Médio Oriente prossegue o périplo do Secretário Geral da ONU


Com o inicio na manhã deste sábado das operações de desembarque do contingente italiano no porto libanês de Tiro na prática ficou assinalado o início da UNIFIL II, a força internacional encarregada de manter, ao lado do exército libanês, o cessar-fogo entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah. Enquanto isso, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, continua o seu périplo pela região do Médio Oriente. Ontem, Annan reuniu-se com o Presidente sírio, Bashar al-Assad, em Damasco.
Os 880 militares italianos, a primeira vaga de um total de 2500 tropas prometidas por Roma, juntam-se a 2300 elementos já no terreno, a maioria da anterior missão de manutenção de paz no Sul do Líbano (UNIFIL), criada há 30 anos e sempre incapaz de cumprir o objectivo, tornando-se irrelevante perante os dois lados (Israel de um lado e do outro primeiro os movimentos palestinianos e mais tarde o Hezbollah). Na próxima semana deverá chegar o primeiro batalhão completo de 882 soldados franceses.





Entretanto, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE estudavam, numa reunião informal na Finlândia, como usar a presença na UNIFIL II para um papel mais decisivo na política regional. A UE, que vai enviar cerca de 6900 militares para a força de 15 mil da UNIFIL II, quer um recomeço do processo de paz entre israelitas e palestinianos tendo como base as fronteiras de 1967.



O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, continou ontem a sua visita a Damasco, reunindo-se com o Presidente sírio, Bashar al-Assad. Esta reunião marcou o primeiro encontro de um alto representante da comunidade internacional com Assad após a aprovação, pelo Conselho de Segurança, da resolução 1559, que pedia o desarmamento dos grupos libaneses e o fim da presença militar síria no País do Cedro, no final de 2004.



Annan saiu da reunião com uma promessa de Bashar al-Assad. A Síria vai "aumentar o número de guardas na fronteira com o Líbano e a sua capacidade dando-lhes treino e equipamento suplementar", afirmou Annan.








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